AGORA É A HORA: PELO COMBATE AO COVID-19


O Mundo enfrenta, atualmente, um dos maiores desafios dos últimos tempos: uma crise pandémica gerada pelo novo coronavírus.



A 19 de janeiro de 2021, o Mundo atingiu, nas palavras de António Guterres, “um marco de cortar o coração” ao ter custado 2 milhões de vidas. Mas como ainda refere o Secretário-Geral da ONU: “Por detrás desse número impressionante estão nomes e rostos: o sorriso que é agora apenas uma memória, a cadeira para sempre vazia à mesa de jantar, a sala que ecoa o silêncio de um ente querido”.

Portugal é, nos dias de hoje, o País com mais casos de Covid-19 por milhão de habitantes.

Como consequência da subida galopante de casos a nível nacional, o Sistema Nacional de Saúde Público encontra-se perto da sua capacidade máxima, as filas de ambulâncias com doentes Covid acumulam-se à porta dos hospitais e os profissionais de saúde trabalham de forma incansável e até ao limite da sua resistência para salvar vidas.

Apelos de médicos e enfermeiros como os seguintes espalham-se nas redes sociais:

Estamos exaustos. Turnos de 16 horas, cada vez mais colegas infetados e nós os “sobreviventes” temos que assegurar os cuidados dos doentes. Posso dizer que chegamos a ter 800 entradas na urgência de Santa Maria. Almoçamos e jantamos em 5/10 m. Estamos a chegar à ruptura física e emocional. Protejam-se”.

“Hoje, pedem-nos o impossível na linha da frente. Vinte e quatro horas, vinte e quatro horas, outras vinte e quatro horas. Trabalhar, salvar vidas, escolher quem tenta ficar. Tudo tem um limite, as nossas forças estão no fim. Uma obrigação de todos: AJUDEM-NOS. Ver enfermeiros e médicos com uma decisão impossível, QUEM VIVE … QUEM MORRE! Zero camas disponíveis em tantos hospitais por todo o País. Incontáveis seres humanos que sofrem nas ambulâncias, esperas de mais de oito horas, sem poder ir à casa de banho. Com dor, falta de ar, frio...não se pode ligar o ar condicionado (…) Que enorme vontade de chorar. A toda a hora a cada minuto. Não posso, não podemos. Sofremos em silêncio, há sempre mais vidas para salvar. E tudo pode e irá piorar se não entendermos que na linha da frente.. SOMOS NÓS E TODOS VÓS. Fiquem em casa, e sejam também os heróis neste filme que para já é de terror, SALVEM VIDAS, POR FAVOR”.





Neste contexto, mais do que nunca, apela-se a um sentido de responsabilidade cívica e de solidariedade, que contrasta, com o desrespeito pelo dever de ficar em casa que não tem sido cumprido nos últimos dias (na primeira semana do período de confinamento apenas 39,5% dos portugueses ficou em casa).


O sentido de solidariedade necessita de ser reforçado! Mais do que o “EU” é importante pensar-nos no “NÓS”, em todos os portugueses, nas pessoas mais vulneráveis e frágeis, nas pessoas dos grupos de riscos que têm menos defesas para se proteger contra o vírus, nos idosos que se veem mais isolados do que nunca (sem a possibilidade de verem os seus filhos, os seus netos, os seus entes queridos), nos profissionais de saúde que não são máquinas, nas nossas famílias de quem tanto gostamos. Só o esforço conjunto irá possibilitar ultrapassar esta crise de saúde pública.

Como salienta Guterres, “em memória dessas 2 milhões de almas, o mundo deve agir com uma solidariedade muito maior. Agora é a hora”.

Face a isto, perguntamos: Precisas mesmo, mesmo de sair de casa hoje?


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