A pandemia mundial e a necessidade de adaptação ao regime do teletrabalho

Como temos sentido na pele diariamente desde a explosão dos casos de CoronaVírus e a implementação do lockdown por inúmeros países, hábitos dos mais simples do nosso dia-a-dia passaram a ser motivo de medo para muita gente. Um abraço inofensivo hoje em dia é quase criminoso, almoçar numa esplanada apinhada de gente não é permitido e por aí vai.



Já não há dúvidas de que sentiremos os impactos que esta pandemia causa durante muito tempo, não só porque, como supõem os economistas, caminhamos a passos largos para mais um cenário de crise, como também no ambiente de trabalho muita coisa será alterada.


Ora, tendo em conta que a principal recomendação da OMS no sentido de conter a pandemia é determinar que as pessoas fiquem em casa, muitos escritórios migraram para as salas, cozinhas, varandas e marquises de muitas casas. O que antes era um sonho de muitos millennials, o fato de poder trabalhar de casa calçando pantufas, de repente, tornou-se a obrigação. Mas mais do que isso, talvez a crise endêmica nos faça repensar a necessidade da presença, sem que isso justifique uma queda de produtividade ou um desleixo com o trabalho, como podia fazer parecer ao início.


Neste momento de grandes incerteza, em que se pede às pessoas que mantenham posturas razoáveis e de empatia para com o próximo, pede-se também que nos adaptamos à realidade da ausência de presença física e passamos a, por fim, apostar na efetividade dos canais digitais, na possibilidade do teletrabalho. No uso de plataformas partilhadas, no acesso.