Igualdade Salarial e Género: Porque nós podemos, devemos e merecemos!


A discriminação em função do género continua, em pleno século XXI, a integrar a nossa realidade.

Apesar de haver uma atitude colectiva e global de fazer crer o contrário, as mulheres com iguais ou melhores qualificações que os homens ganham menos do que eles, para além de que não lhes são proporcionadas as mesmas oportunidades de ascenderem aos cargos de topo, tanto nas empresas como na política.

Embora tanto a Declaração Universal dos Direitos Humanos como a Declaração dos Direitos da Mulher e Cidadã, assegurem que homens e mulheres são iguais, estes textos não impedem que a discriminação contra as mulheres ainda seja uma realidade preocupante, injustificável e injusta. Há, assim, que apelar a que a igualdade formal estabelecida na lei se torne numa igualdade substantiva e real.

Em matéria salarial, os dados não enganam. Em Portugal, os homens ainda ganham mais do que as mulheres, sendo Portugal um dos países com uma maior taxa de desigualdade salarial em matéria de género. Vejamos: De acordo com os dados da PORDATA referentes a 2018, a remuneração base média dos trabalhadores por conta de outrem foi de € 1.039,1 nos homens, enquanto nas mulheres foi de € 888,6 (a diferença é de €150,5), já o ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem, no caso dos homens foi de € 1.274,0 e de € 1.046,6 para as mulheres (a diferença é de € 227,4).

No que respeita aos níveis de qualificação, as mulheres ganham, tendo a mesma qualificação, menos 14,5 % que os homens, sendo que, no que diz respeito aos quadros superiores a diferença é inferior em 26,1% e nos quadros médios em 13,4%, por exemplo.

Salário médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem: remuneração base e ganho por sexo